segunda-feira, novembro 06, 2006

Dia do Saci

O projeto de lei que decreta o "Dia do Saci" tem por objetivo valorizar a cultura brasileira. Fortalecer nossas raízes é a melhor maneira de combater qualquer tipo de malefício que uma cultura estrangeira possa vir a ter. Contudo, este fortalecimento vem com a identificação das pessoas com nossos dias comemorativos. Neste sentido, cabe principalmente aos veículos de comunicação e às escolas tornar reais nossas características culturais na mente da população brasileira.

Foi com este objetivo que no dia 31/10 a E. E. Dr. Antonio de Queiroz Telles levou para dentro da escola um pouco mais sobre a cultura indígena, que faz parte da história brasileira. Recebemos com muita satisfação alguns integrantes da Aldeia Kariri Xocó de Alagoas, que muito nos transmitiu sobre a sua cultura.


São Paulo decretou dia 31/10 o "Dia do Saci"

Para valorizar a cultura brasileira e combater o halloween, festa comemorada pelos norte-americanos e que vem ganhando força no Brasil, a Prefeitura de São Paulo, em janeiro de 2004, sancionou a lei que criou o “Dia do Saci”.

O projeto de lei de autoria da vereadora Tita Dias estabeleceu o dia 31 de outubro como data para a comemoração e tem a intenção de realizar neste dia eventos para reforçar as figuras do folclore brasileiro como o saci, o boitatá, a iara e o curupira.

Segundo a vereadora, esta é uma resistência contra a indústria predatória norte-americana, que não tem valor algum para o Brasil.

A vereadora disse ainda que personalidades como o cartunista Ziraldo adoraram a criação do "Dia do Saci", e que ele pode, inclusive, ajudar na divulgação.

Lei nº 11.669, de 13 de janeiro de 2004

Projeto de lei nº 1128/2003, do deputado Afonso Lobato - PV
Institui o "Dia do Saci"

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:
Artigo 1º - Fica Instituído o "Dia do Saci", a ser comemorado, anualmente, no dia 31 de outubro.
Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, aos 13 de janeiro de 2004.
Geraldo Alckmin

Cláudia Maria Costin - Secretária da Cultura
Arnaldo Madeira Secretário - Chefe da Casa Civil
Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 13 de janeiro de 2004.

O Halloween no Brasil começou a ser comemorado somente há poucos anos e, mesmo hoje, ainda está restrito às capitais e grandes cidades.

Para os Tricolores de Plantão

No dia 30/10 a professora Marcela, de Educação Física, e a Educadora da Escola da Família Maria Cecília levaram os alunos ao Estádio do Morumbi.

Esta visita teve como objetivo conhecer um pouco mais sobre este esporte que é a paixão de muitos brasileiros.

Conheça um pouco da História deste Estádio de Futebol:

O Estádio do Morumbi, cujo nome oficial é Estádio Cícero Pompeu de Toledo, é um estádio preparado para jogos de futebol, sendo também a sede oficial do time brasileiro de futebol São Paulo Futebol Clube. Pelo seu tamanho abriga todos os clássicos do futebol paulista, além de já ter recebido a Seleção Brasileira inúmeras vezes.

História

Nos primeiros anos de sua existência, o São Paulo utilizou o estádio da Floresta. Daí ser empregado o nome de São Paulo da Floresta quando se falava do clube que existiu de 1930 até 1934.

Em 1935, o clube ficou sem estádio. Em 1940 passou a usar o Pacaembu.

Em 1944, o São Paulo comprou o Canindé que passou a ser o seu estádio. Mas o Canindé era muito pequeno para a grandeza do time e então surgiram as idéias e projetos para a construção de um estádio monumental.

O sonho de construir um grande estádio começou a se tornar realidade. A idéia inicial era a área onde atualmente encontra-se o Parque do Ibirapuera, na época uma região alagada, mas o então vereador Jânio Quadros impediu que o clube recebesse a área da prefeitura. O local escolhido foi uma área no Jardim Leonor, região do Morumbi, praticamente desabitado, que estava em processo de loteamento imobiliário.

Em Dezembro de 1951, a prefeitura doou uma parte do terreno (90 mil m2) e a outra parte (68 mil m2) foi comprada pelo São Paulo.

Em 1952, o presidente do clube, Cícero Pompeu de Toledo, procurou Laudo Natel, diretor do Bradesco, propondo-lhe que assumisse o clube administrativamente.

No dia 15 de agosto de 1952, monsenhor Bastos abençoou os terrenos e foi lançada a campanha Pró-Construção do Morumbi. Foi eleita uma comissão constituída pelo presidente Cícero Pompeu de Toledo e pelos seguintes nomes: Piragibe Nogueira (vice-presidente); Luís Cássio dos Santos (secretário); Amador Aguiar (tesoureiro); Altino de Castro Lima, Carlos Alberto Gomes Cardim, Luís Campos Aranha, Manuel Raimundo Paes de Almeida, Osvaldo Artur Bratke, Roberto Gomes Pedrosa, Roberto Barros Lima, Marcos Gasparian,Paulo Machado de Carvalho e Pedro França Filho Pinto.

Esses seriam os homens que fariam virar realidade o sonho de construir o maior estádio particular do mundo. Iniciava-se então, uma nova fase na vida do São Paulo Futebol Clube.

Parte do dinheiro da venda do Canindé (vendido à Portuguesa de Desportos em 1956) foi revertido em material de construção. Toda a receita do clube também foi investida na construção do estádio, ficando o time num segundo plano. As obras para a construção do novo estádio começaram em 1953.

O grande sonho do Tricolor estava sendo construído. O projeto do estádio do Morumbi teve a criação do arquiteto Vilanova Artigas, um dos principais representantes da "escola paulista" da arquitetura moderna.

Alguns números do gigantismo do Morumbi são impressionantes: para o desenvolvimento do projeto foram necessárias 370 pranchas de papel vegetal; cinco meses foram consumidos nas terraplanagens e escavações, com o movimento de 340 mil metros cúbicos de terra; um córrego foi canalizado; o volume de concreto utilizado é equivalente a construção de 83 edifícios de dez andares; os 280 mil sacos de cimento usados, se colocados lado a lado, cobririam a distância de São Paulo ao Rio de Janeiro; 50 mil toneladas de ferro, que daria para circundar a Terra duas vezes e meia.

Num determinado momento, uma troca foi proposta pela prefeitura que ficaria com o Morumbi e o São Paulo, com o Pacaembu. Mas Laudo Natel, apoiado por toda a diretoria, prosseguiu a batalha, após a morte de Cícero Pompeu de Toledo. Tal proposta, aliada ao fato de Natel ter assumido o Governo do Estado em 1966, geraria a idéia, muito difundida entre torcedores rivais, de que o Estádio do Morumbi teria sido construído (ou concluído) com dinheiro público.

Dados

Ao todo são 102.904 metros quadrados de área construída, sendo que a área reservada aos espectadores é de 62.450 metros quadrados.

O campo do Morumbi mede 108 metros de comprimento por 72 metros de largura. O estádio possui 15 cabines para rádio e TV; 81 pontos de vendas para bebidas e lanches; 105 guichês para venda de ingressos; 51 banheiros; centro médico com 5 ambulâncias de plantão.

Em 1980, mais de 150.000 pessoas se aglomeraram para ver o Papa João Paulo II em sua 1ª visita ao Brasil.

É um dos poucos estádios do Brasil que possui um setor exclusivo para deficientes físicos. A área tem 470 metros quadrados, espaço para 92 cadeiras de rodas e 108 lugares destinados a portadores de outros tipos de deficiência. Os acompanhantes dos deficientes físicos também têm um local específico dentro do estádio, ao lado do setor especial.

Desde abril de 1999, o Morumbi possui um novo sistema de iluminação. Os antigos painéis com luminárias concentradas foram substituídos por uma iluminação horizontalizada nos dois lados do estádio. As quatro caixas de concreto foram trocadas por duas estruturas metálicas especiais, com 80 metros de extensão cada uma, acompanhando a curvatura do Morumbi.

Após a histórica conquista do tricampeonato continental,a Taça Libertadores da América, é carinhosamente chamado pelos torcedores de Moruntri. A final da Taça Libertadores de 2005, entre São Paulo e Atlético/PR, teve também a maior arrecadação já registrada em um jogo realizado no Brasil até então: R$ 3.026.395,00. Mas no ano seguinte esse recorde foi batido, o jogo entre São Paulo e Internacional/RS, válido pelas finais da Taça Libertadores de 2006, teve arrecadação de R$3.382.655,00.

Estação São Paulo-Morumbi

Em homenagem ao clube, o Governador do Estado, Geraldo Alckmin, assinou decreto alterando o nome da futura Estação Morumbi (Linha 4-Amarela do São Paulo-Morumbi, assim como fez com o Corinthians que foi o primeiro clube a ter o nome de estação do metrô, na estação Corinthians-Itaquera, com o Palmeiras na estação Palmeiras-Barra Funda e a Portuguesa na estação Portuguesa-Tietê. A estação tem previsão de inauguração em 2012 e fica a menos de um quilômetro do estádio, na outra extremidade da Avenida Jorge João Saad (que termina na imponente frente do Estádio Cícero Pompeu de Toledo).

Veja outras fotos da visita:

domingo, outubro 01, 2006

Professora de crianças especiais também faz uso da tecnologia em suas aulas

Para ensinar seus alunos, a professora Roseana Dentini da Classe Especial da Escola Queiroz Telles ministra suas aulas em todos os ambientes da escola e até mesmo na sala de informática.

Crianças especiais

Crianças com necessidades especiais são aquelas que, por alguma espécie de limitação requerem certas modificações ou adaptações no programa educacional, para que possam atingir todo seu potencial. Essas limitações podem advir de problemas visuais, auditivos, mentais ou motores, bem como de condições ambientais desfavoráveis.

Tecnologias para crianças especiais

A educação especial desenvolve-se em torno da igualdade de oportunidades, em que todos os indivíduos, independentemente das suas diferenças, deverão ter acesso a uma educação com qualidade, capaz de responder a todas as suas necessidades. Desta forma, a educação deve-se desenvolver de forma especial, numa tentativa de atender às diferenças individuais de cada criança, através de uma adaptação do sistema educativo.

A evolução das tecnologias permite cada vez mais a integração de crianças com necessidades especiais nas nossas escolas, facilitando todo o seu processo educacional e visando a sua formação integral. No fundo, surge como uma resposta fundamental à inclusão de crianças especiais num ambiente educativo.

Como resposta a todas estas necessidades surge a Tecnologia, o desenvolvimento da Informática veio abrir um novo mundo recheado de possibilidades comunicativas e de acesso à informação, manifestando-se como um auxílio a crianças portadoras de necessidades especiais.

Partindo do pressuposto que aprender é fazer, a tecnologia deve ser encarada como um elemento cognitivo capaz de facilitar a estruturação de um trabalho viabilizando a descoberta, garantindo condições propícias para a construção do conhecimento. Na verdade são inúmeras as vantagens que advêm do uso das tecnologias no campo do ensino – aprendizagem no que diz respeito a crianças especiais.

Assim, o uso da tecnologia pode despertar em crianças especiais um interesse e a motivação pela descoberta do conhecimento tendo em base as necessidades e interesses das crianças. A deficiência deve ser encarada não como uma impossibilidade mas como uma força, onde o uso das tecnologias desempenha um papel significativo.

Vantagens

O uso das tecnologias no campo do ensino-aprendizagem traz inúmeras vantagens no que respeita às crianças com necessidades especiais, permitindo:

  • Alargar horizontes levando o mundo para dentro da sala de aula;
  • Aprender fazendo;
  • Melhorar capacidades intelectuais tais como a criatividade e a eficácia;
  • Permitir que um professor ensine simultaneamente em mais de um local;
  • Permitir vários ritmos de aprendizagem numa mesma turma;
  • Motivar o aluno a aprender continuamente, pois utiliza um meio com que ele se identifica;
  • Proporcionar ao aluno os conhecimentos tecnológicos necessários para ocupar o seu lugar no mundo do trabalho;
  • Aliviar a carga administrativa do professor, deixando mais tempo livre para dedicar ao ensino e à ajuda a nível individual;
  • Estabelecer a ponte entre a comunidade e a sala de aula.

Nas fotos acima, os alunos da Classe Especial em atividade na horta e durante aula de fisioterapia (parceria com Universidade São Camilo).

Professoras da Escola Queiroz Telles Compartilham Experiências No Curso Letra e Vida

No dia 22 de setembro as professoras Rita de Educação Artística e a professora Ângela da Classe Hospitalar compartilharam suas experiências com as professoras cursistas do Curso Letra e Vida da Turma da Veralice. A professora Rita falou sobre o Haicai, poema de origem japonesa e a professora Ângela, que também é contadora de história, explicou como é importante que os professores contem histórias para seus alunos, durante o processo de alfabetização.


Haicai

Poema de origem japonesa que chega ao Brasil no início do século XX.

Haicai clássico japonês:

  • 17 sílabas, dividida em três versos de 5, 7 e 5 sílabas;
  • referência à natureza - termos de estação (kigô);
  • refere-se a um evento particular;
  • apresenta tal evento como “acontecendo agora”
Apresenta um tema, mas não possui título.

Na apropriação cultural, algumas das regras anteriores são seguidas com maior ou menor fidelidade, outras são ignoradas.

O haicai é a descrição objetiva de uma sensação física, que além do visual, pode também ser auditiva, tátil, olfativa ou de paladar. Esta sensação pode disparar uma lembrança ou um sentimento que pode ser expresso no poema. A sensação psicológica sempre nasce depois da sensação física.

“Haicai não é síntese, no sentido de dizer o máximo e o mínimo. É antes a arte de, com o mínimo, obter o suficiente”. (Paulo Franchetti)

Para alcançar a concisão do haicai, é importante insistir na simplicidade, na essência.

Haicai é assim: idéia em plenitude, simplicidade.


Fontes:

www.kakinet.com

www.sumauma.net

www.kplus.cosmo.com.br


Poetrix

Terceto contemporâneo de temática livre, com título, ritmo, metáforas, outras figuras de linguagem, de pensamento ou teor satírico.

Maresia

Cheiro salgado

Corrosiva e fria maresia

Decompõe nosso passado

(Lílian Maial)

Fonte:

www.prosaepoesia.com.br



Contando histórias e ensinando a ler e escrever

Como se Aprende a ler e escrever? Pode ser uma aprendizagem de natureza perceptual e motora ou de natureza conceitual. O ensino, no primeiro caso, pode estar baseado no reconhecimento e na cópia de letras, sílabas e palavras. No segundo, no planejamento intencional de práticas sociais mediadas pela escrita, para que as crianças delas participem e recebam informações contextualizadas.

O que é a escrita? Há quem defenda ser um simples código de transcrição da fala e os que acreditam ser ela um sistema de representação da linguagem, um objeto social complexo com diferentes usos e funções.

Há quem valorize a presença da cultura escrita na educação do período de alfabetização por entender que para o processo de alfabetização é importante a criança ter familiaridade com o mundo dos textos.

Nas séries iniciais as crianças recebem informações sobre a escrita quando brincam com a sonoridade das palavras, reconhecendo semelhanças e diferenças entre os termos, manuseiam todo tipo de material escrito, como revistas, gibis, livros, fascículos etc., e o professor lê para a turma e serve de escriba na produção de textos coletivos.

Alguns alunos estão imersos nesse contexto, convivendo com adultos e com livros em casa e aprendendo as letras no teclado do computador. Eles fazem parte de um mundo letrado, de um ambiente alfabetizador.

Grande parte das crianças depende desse espaço para ter acesso a esse patrimônio cultural.

A educação nas séries iniciais é uma etapa fundamental do desenvolvimento escolar das crianças. Ao democratizar o acesso à cultura escrita, ela contribui para minimizar diferenças sócio-culturais. Para que os alunos aprendam a ler e escrever, é preciso que participem de atos de leitura e escrita desde o início da escolarização. O professor nesta fase é que vai fazer a diferença. Para se ter um aluno leitor e escritor o professor precisa servir de modelo para sua turma.

Se a escola de Ensino Fundamental cumprir seu papel, envolvendo os pequenos em atividades que os façam pensar e compreender a escrita, no final dessa estapa eles estarão naturalmente alfabetizados ou aptos a dar passos mais ousados em seus papéis de leitores e escritores.