domingo, abril 30, 2006

Programa descubra a orquestra

Com o objetivo de formar e ampliar o público para a sala de concerto, a profª Rita, de Arte, levou seus alunos para conhecer a Sala São Paulo, localizada na Praça Júlio Prestes – Centro. Os estudantes assistiram a uma apresentação da Orquestra Sinfônica de São Paulo e também participaram de cursos sobre a música orquestral.

Com esse tipo de atividade, a escola busca estimular o gosto das crianças pelas apresentações de orquestras (um tipo de evento cultural que é pouco difundido), para que passem a freqüentar teatros como a Sala São Paulo e, quem sabe, alguns deles até venham a estudar música por diversão ou para seguir carreira.

O Programa Descubra a Orquestra é uma iniciativa da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo - Osesp e inclui tanto eventos didáticos para crianças e adolescentes, como esse do qual os nossos alunos participaram, quanto cursos e workshops para professores, ques integram o Programa Formação de Professores.

Durante a visita, os alunos receberam uma breve aula sobre produção musical e tiveram contato com vários instrumentos.


Curiosidades sobre a música
orquestral

O Concerto

O “concerto” é uma das estruturas ou “fôrmas” que um compositor pode utilizar para escrever uma música: ele molda suas idéias musicais em uma esturuta pré-estabelecida. Um concerto é também uma peça orquestral dividida em partes, chamadas “movimentos”, e possui um instrumento solista que se destaca do restante da orquestra. A maiorira dos concertos alterna o andamento dos seus movimentos: um é rápido, o seguinte é lento e assim por diante.

A Ópera

Uma ópera é uma história musicada e encenada, cujos personagens são cantores. Esta história é usualmente baseada em um libreto, uma narrativa que serve de guia para o compositor. Aliás, libretistas constituíam uma profissão no passado e havia compositores que eram fiéis por toda a vida ao seu libretistas. Essas histórias são divididas em atos, e chamamos de abertura o início orquestral do primeiro ato.

A Partitura orquestral

A partitura orquestral utilizada regentes compreende todos os instrumentos que tocam a obra. Os istrumentos da orquestra e de conjuntos normalmente aparecem na seguinte ordem:

  • Flauta • oboé • clarinete • saxofone • fagote
  • Trompa • trompete • trombone • tuba
  • Percussão
  • Harpa • teclados
  • Outros instrumentos de corda pinçada
  • Baixo-contínuo
  • Fita eletrônica
  • Voz ou vozes quando tratadas como instrumentos (coro)
  • Primeiros violinos • segundos violinos • viola • violoncelo • contrabaixo

Estação Júlio Prestes

A cidade de São Paulo desenvolveu sua indústria numa época marcada por grandes mudanças. O renome da cidade veio quando a economia paulista dependia da produção de café do estado. Desta forma, muito do que se desenvolveu na cidade naqueles anos estava ligado às necessidades da produção e comércio dos barões do café.
A grande quantidade de grãos produzida no planalto paulista precisava de uma maneira de escoar, ser comercializada. Sendo assim, se construiu a estrada de ferro sorocabana. E a estação inicial da ferrovia que era a principal para o transporte do café no estado, em pleno centro de São Paulo, marca uma época de muito entusiasmo.
O projeto arquitetônico, elaborado por Cristiano Stockler das Neves e Samuel das Neves, premiado no congresso panamericano de arquietos de 1927, ocuparia uma área de 25.000 metros quadrados. Foi construída tendo como base as grandes estações de trem norte-americanas, como a de Nova York, porém com o estilo francês Luis XVI.
É uma construção grandiosa. São cerca de 215 metros de comprimento, 26 metros de altura, e a gare da estação tem mais de 40 metros de vão.
Sua construção demorou 12 anos. Concluída em 1938, a plataforma da estação foi construída com parte da estrutura metálica de um dirigível alemão que sobrevoava São Paulo na época.
Infelizmente, a estação viria a documentar e a testemunhar a degradação e abandono que se abateram sobre o centro de São Paulo, gerando um círculo vicioso de decadência e destruição.

Com a crise do café, as ferrovias perderam parte de sua importância. O centro da cidade entrava numa época de extrema decadência, e mais tarde, parte do complexo (o prédio usado como Estação, inaugurado em 1875, tendo como arquiteto, Ramos de Azevedo) foi usado pelo DOPS, o Departamento de Ordem Política e social (que visava conter os movimentos que eram contra o regime militar) de 1949 até 1983, quando foi ocupada pela delegacia de segurança pública. Hoje, faz parte do complexo cultural.
Condenada ao abandono, a Estação continuou mal-conservada mesmo depois da desocupação do prédio do DOPS. na década de 1990, porém, a situação começou a mudar.
A Estação Júlio Prestes foi transformada na sede da orquestra sinfônica do estado de São Paulo, e completamente restaurada. A Estação de trem continua funcionando, apesar de o grande hall da estação ter sido transformado numa das mais modernas e belas salas de concertos do mundo. A Sala São Paulo.
Foram 18 meses de obras, com centenas de operários, envolvidos na restauração e nas modificações necessárias. Em muitas partes do edifício ricamente decorado com esculturas, foram necessárias técnicas artesanais tradicionais, para manter as características iniciais. As obras de restauração ganharam prêmios como o Prix d' Excellence 2001 (aonde também foram premiadas obras como a do museu Guggenheim de Bilbao), além do prêmio "Master Imobiliário 2000".

A Sala São Paulo é uma sala de concertos de música erudita com 984 metros quadrados, com 1.500 lugares. Tem uma das melhores acústicas do mundo, além de ser a única sala de concertos onde todo o teto -flutuante- se ajusta à partitura usada.
A Estação Júlio Prestes pode ser tida como exemplo de restauração depois de anos de abandono. É este tipo de atitude que transformará São Paulo numa cidade que dá mais valor à sua cultura e história.

Complexo Cultural Júlio Prestes - Sala São Paulo

Praça Júlio Prestes, s/nº. Campos Elíseos - Centro. tel.: 223-5199/3097-8687. Próximo à Estação Luz do metrô.

terça-feira, abril 18, 2006

Queiroz Telles recebe diploma da D.E. Leste 5

Na semana passada recebemos a visita da professora Iara Grandino, coordenadora da oficina pedagógica da Diretoria de Ensino Leste 5, representando a professora Solange Teresa Galleti, dirigente regional de ensino. Ela veio entregar para a equipe do Queiroz Telles um diploma de honra ao mérito pela criação deste blog e pela divulgação das ações pedagógicas da escola.

Ficamos muito felizes e agradecemos carinhosamente a todo o pessoal da D.E. Leste 5 pelo reconhecimento ao nosso trabalho. Esperamos que ele sirva de incentivo para que outras escolas passem a divulgar cada vez mais as suas próprias ações pedagógicas, permitindo assim um maior intercâmbio de idéias e experiências que certamente serão revertidas em benefício do nosso sistema educacional.

segunda-feira, abril 17, 2006

O significado da Páscoa


A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.

Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.

No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!


Vamos ver agora como surgiu o chocolate.

Quem sabe o que é "Theobroma"? Pois este é o nome dado pelos gregos ao "alimento dos deuses", o chocolate. "Theobroma cacao" é o nome científico dessa gostosura chamada chocolate. Quem o batizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753.

Mas foi com os Maias e os Astecas que essa história toda começou.
O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro.
Na Europa chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.

Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que o bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados.

Aliás, além de afrodisíaco, o chocolate já foi considerado um pecado, remédio, ora sagrado, ora alimento profano. Os astecas chegaram a usá-lo como moeda, tal o valor que o alimento possuía.

Chega o século XX, e os bombons e os ovos de Páscoa são criados, como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro. É tradicionalmente um presente recheado de significados. E não é só gostoso, como altamente nutritivo, um rico complemento e repositor de energia. Não é aconselhável, porém, consumí-lo isoladamente. Mas é um rico complemento e repositor de energia.


E o coelho?

A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.

Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?

No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.

Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas!


Mas por que a Páscoa nunca cai no mesmo dia todo ano?

O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica").

A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas.

Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa "móvel".

De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.

Para os curiosos, olha aí as datas da Páscoa até o ano de 2010:

  • 2000 - 23 de abril
  • 2001 - 15 de abril
  • 2002 - 31 de março
  • 2003 - 20 de abril
  • 2004 - 11 de abril
  • 2005 - 27 de março
  • 2006 - 16 de abril
  • 2007 - 08 de abril
  • 2008 - 23 de março
  • 2009 - 12 de abril
  • 2010 - 04 de abril

Como a páscoa é um momento de nova vida, nossos coelhinhos tiveram bastante trabalho e aprendizado neste dia: prepararam-se para a celebração com máscaras e maquiagem, semearam cenoura nos canteiros da horta e receberam o chocolate do coelhinho da páscoa, dentre outras atividades.


Professora Marinalva, da 1ª série B, distribui sementes de cenoura.

Aluno sendo maquiado pela professora Valéria, da 1ª série A.

A classe animada com o trabalho realizado.
Ao fundo, as professoras Zilda, 2
a C, e Rita, de arte.


E vamos também dar uma colher de chá para a nossa querida agente de organização escolar, dona Carlinda, que ainda não tinha aparecido aqui no blog. Um beijão pra ela! A menina que aparece na foto é nossa ex-aluna Yasmim Moreno, que visitava a escola naquele dia.

domingo, abril 16, 2006

Educadores do Japão visitam a escola

Representantes da organização Gifu Kenjin-kai do Brasil, ligada ao governo da Província de Gifu, no Japão, visitaram recentemente a E.E. Dr. Antonio de Queiroz Telles, com o objetivo de conhecer o modelo estrutural de funcionamento da educação brasileira, a fim de reunir elementos que permitam humanizar a estrutura escolar dos filhos de imigrantes oriundos do Brasil, que se encontram matriculados nas escolas do Japão enquanto seus pais prestam serviços no país. A delegação que visitou a escola era composta de vários membros educadores da Província de Gifu, dentre eles os Srs. Hidenori Uno, chefe do Departamento de Intercâmbio de Gifu; Naoki Kobayashi, responsável pelo Departamento Geral de Educação de Gifu; Yoshikazu Ito, responsável adjunto pelo Departamento de Planejamento Escolar de Gifu; e Hikoju Yamada, Presidente da Gifu Kenjin-jai do Brasil, além de um tradutor, já que eles não falavam português.

Acompanhados pela nossa equipe gestora (Diretora, Coordenadora Pedagógica e Vice-diretora - na foto acima), os membros da comitiva visitaram todas as instalações do Queiroz Telles e conheceram um pouco sobre a rotina dos alunos e os métodos educacionais utilizados. Os japoneses elogiaram bastante a escola e gostaram particularmente de nossos livros didáticos, considerados de alta qualidade. Tanto assim que, inclusive, pediram alguns exemplares para mostrar a seus pares no Japão.

A Província de Gifu localiza-se no centro do Japão, próxima à cidade de Nagoya. Com uma população de 2.113.611 habitantes, possui uma área de 10.596 km2 e renda per capita de 29.183 dólares. A organização Gifu Kenjin-kai possui representantes em diversos países, como Brasil, EUA, Argentina, México, China, dentre outros, e dispõe de um site na Internet (em português) com muitas informações interessantes. Para acessar, clique AQUI.